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Humberto Abrão

Alergia Infantil – Resultado em poucas horas

A alergia é uma reação adversa a determinado alérgeno (alimentar e/ou respiratório) que envolve um mecanismo imunológico responsável pela formação de imunoglobulina E. Pode se manifestar na pele, nos olhos, no trato respiratório (rinite, asma), no trato gastrointestinal, e mais raramente, pode ser sistêmica e levar ao óbito. A manifestação clínica das doenças alérgicas é determinada por fatores genéticos e ambientais. Os ácaros da poeira domiciliar, as baratas, alguns fungos, pelos de animais e insetos são os alérgenos mais importantes em nosso meio. No grupo dos alimentos, o leite de vaca e o ovo são os alérgenos mais frequentes, principalmente em bebês.

A prevalência de alergia está aumentando mundialmente (acomete atualmente cerca de 20% da população brasileira), tornando-se um problema de saúde, além de estar associada a um impacto negativo na qualidade de vida das pessoas. Quando há suspeita de reação alérgica, seja ela grave ou não, um diagnóstico correto é fundamental para a prevenção e tratamento adequado.

Estudos epidemiológicos e a história natural das doenças alérgicas demonstram que na maioria das pessoas as manifestações clínicas ocorrem na infância. A persistência e a gravidade neste período podem influenciar na juventude e na idade adulta. A criança não nasce alérgica e sim com um potencial de desenvolver a alergia.

Para o diagnóstico adequado das doenças alérgicas, é necessário um histórico clínico detalhado e a realização de exames físicos minuciosos. Se for confirmada a presença de sintomas após exposição do paciente a um alérgeno específico, a sensibilização deve ser confirmada através de testes para detecção de anticorpos IgE total e/ou específicos.

A pesquisa do painel de alérgenos pode ser útil para o monitoramento da presença da alergia. Os painéis desenvolvidos para este fim, compreendem os alérgenos mais prevalentes agrupados (por exemplo: grupo de alimentos infantis ou de alérgenos inalantes). Importante ressaltar que um resultado negativo ajuda no diagnóstico diferencial, poupando a execução de múltiplos testes. Em caso de resultado positivo, deve-se prosseguir na investigação para identificação específica do agente sensibilizador.

O Laboratório Humberto Abrão acaba de lançar o Painel de Alérgenos Pediátrico – alimentares e respiratórios (20 alérgenos) para análise quantitativa de IgEs específicos no diagnóstico da alergia no sangue. Os 20 alérgenos presentes no painel são:

  • D1 Dermatophagoides pternonyssinus
  • D2 Dermatophagoides farinae
  • T3 Betula (Betula verrucosa)
  • GX Mix de gramíneas
  • E1 Gato (epitélio / pelo)
  • E5 Cachorro (epitélio / pelo)
  • M6 Alternaria alternata
  • F2 Leite
  • F76 α lactoalbumina
  • F77 β lactoglobulina
  • F78 Caseína
  • F1 Clara de ovo
  • F75 Gema de ovo
  • E101 Albumina sérica bovina (BSA) F14 Grão de soja
  • F31 Cenoura
  • F35 Batata
  • F4 Farinha de trigo
  • F17 Avelã (Corylus avellana)
  • F13 Amendoim

Vantagens da realização deste painel:

Resultados quantitativos (útil para avaliar intensidade e monitorar tratamento)

  • Pequena amostra de sangue (400 μL)
  • Resultados em 4 horas
  • Econômico (20 testes pelo preço de 5)

Assim, o diagnóstico definitivo dependerá da realização de exames de sangue.

Para o diagnóstico na fase inicial da doença, quando o vírus ainda está presente na corrente sanguínea, utiliza-se a reação em cadeia da polimerase (PCR), que fará a identificação direta do vírus. Este teste deve ser realizado em amostras colhidas no prazo de sete dias a partir do início dos sintomas.

Já nas fases mais avançadas, quando aparecem os anticorpos circulantes, ocorre o desaparecimento dos vírus. A partir daí, utilizam-se os testes sorológicos elisa para identificação da presença de anticorpos IgG e IgM específicos contra o vírus.

Os anticorpos da classe IgM são os primeiros a surgir, sendo específicos da fase aguda da infecção. Diminuem com o passar do tempo, durando em média 2 a 4 semanas. Já os da classe IgG, surgem alguns dias após os IgM, e permanecem positivos, indicando uma exposição passada. Podem também indicar o status da imunização pós vacinação.

Informamos que já está disponível em nossa rotina os exames: PCR para identificação direta do vírus, e anticorpos IgG e IgM para febre amarela.

Mais informações, favor contatar-nos.

*Este material tem caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.

16 de novembro de 2017 Post Esquerda , , , , , , , , , , , , , , , ,

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