Pepsinogênio PDF Imprimir E-mail

Pepsinogênio

 

O estômago é uma extensão do tubo digestivo, localizado entre o esôfago e o intestino delgado. Na parte interna da parede do estômago, existem glândulas que atuam liberando secreções que são indispensáveis no processo digestivo. Encontramos as glândulas de muco (responsáveis pela lubrificação das paredes gástricas) e as glândulas de pepsina, que produzem o suco gástrico, responsável pelo metabolismo das proteínas e lactose.

Os principais princípios ativos produzidos pelo estômago são: ácido clorídrico e fator intrínseco, pelas células parietais e pepsinogênio pelas células principais.

O pepsinogênio é um polipeptídio de cadeia simples, sintetizado nas células gástricas e células mucosas. O pepsinogênio é inativo, mas devido a ação do ácido clorídrico ele se transforma em pepsina, a enzima mais potente do suco gástrico, responsável pela hidrólise das proteínas.

A maior parte do pepsinogênio é secretado no lúmen do estômago, porém, uma pequena quantidade pode ser encontrado na corrente sanguínea. Está relacionado com o número de células principais na mucosa do corpo gástrico, isto é, um resultado baixo de pepsinogênio pode ser indicativo de perda das células principais, que pode ser resultado de uma gastrite atrófica.

Desta forma, a dosagem sérica do pepsinogênio é útil para avaliação da hipersecreção ácida gástrica, como gastrinomas e úlceras duodenais, onde os valores do pepsinogênio estão elevados. Por outro lado, níveis baixos de pepsinogênio estão associados com reduções da massa de células parietais, como nas gastrites atróficas.

Razões desconhecidas mostram que, pacientes com gastrite atrófica avançada no corpo do estômago, apresentam um risco 5 vezes maior de desenvolver um câncer gástrico, e pacientes com pangastrite atrófica avançada (antro e corpo afetado) tem risco de câncer gástrico aumentado em 90 vezes, quando comparado com o risco em pessoas com mucosa gástrica normal.

As aplicações clínicas para a dosagem de pepsinogênio se aplicam no diagnóstico de gastrite atrófica severa e câncer de estômago. Estudos têm sugerido que a dosagem de pepsinogênio no soro servem como uma "biópsia sorológica" para predizer a presença de gastrite atrófica ou gastrite superficial.

A dosagem sérica do pepsinogênio é mais uma ferramenta segura, para auxiliar o médico na detecção de pacientes com avançadas atrofias no corpo gástrico. O teste apresenta uma sensibilidade de 92% e especificidade de 90%.

 

Benefícios:

  •  - Exame realizado em uma simples amostra de sangue.

  •  - Permite a seleção e prioridade dos pacientes para endoscopia.

  •  - Auxilio na endoscopia para localizar a atrofia de corpo, antro ou ambos.

  •  - Alta sensibilidade e especificidade.

 


Fontes:


 

Dr Erik Barbosa

Setor Hormônios e Imunologia

Janeiro 2012

*Este material tem caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico. 

 

 

 

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